domingo, 4 de setembro de 2011
HORÁRIO MARCADO
Lá vai Joana, uma esperança, leva em seu interior. Vai, como se estivesse em direção ao caminho que a levaria a total felicidade. Olha em volta, escuta uma voz:
-Boa tarde, o que deseja?
Joana acorda... E responde:
-Boa tarde, sou Joana, tenho horário marcado com a Dona Matilde.
-Sim, aguarde um momento. Já pode subir, é logo ali ao lado, boa sorte.
Uma sala simples, alguns transeuntes. Chega Dona Matilde.
-Boa tarde Joana. Faz algumas perguntas e, a manda aguardar contato...
Joana, volta sem saber como pisar, para onde ir, o que pensar. Na porta da saída escuta:
-Boa tarde.
Após alguns segundos, portão fechado, e um grande vazio toma conta da felicidade. Mas, é apenas mais um dia, um sonho, mais uma das intermináveis entrevistas de "emprego".
O amor
Ah, o que era o amor? Não sabia...Nem nele acreditava
sempre confiei na razão. Não pensa o coração!
Amor, um de repente, um estalo no peito da gente...Aquele gelo no interior.
Difícil de aceitar, tão bom de sentir...Ah...O amor, gelo que queima, derrete a dureza, cria a incerteza.
Amar, impossível decifrar, inexplicável sentimento que dói tão dentro que nem o sofrimento nos faz abdicar da dor.
Amei, amei, amei. Amei tanto, que esqueci da tristeza que se aproximava. Quem ama não tem medo, consegue manter segredo...Sofre, chora...Mas quanto maior a dor, maior e inesquecível é o amor.
vIDa
Ah! vIDa fechada...
Caviar
arroz,feijão,camisas, pão...Eleição.
vIDa, vozes, calem a boca!
a barriga não dói.
Dói a consciência...
em travesseiros de cetim e penas,
vIDa, conto de fada, loBOs, traidores!
a barriga? Dói não!
Dor não é vista, é uma pista
reflexo da podridão, do "não há vagas"...
calem a boca!
vIDa? Cheirosa, podre!
é a vida.
Caviar
arroz,feijão,camisas, pão...Eleição.
vIDa, vozes, calem a boca!
a barriga não dói.
Dói a consciência...
em travesseiros de cetim e penas,
vIDa, conto de fada, loBOs, traidores!
a barriga? Dói não!
Dor não é vista, é uma pista
reflexo da podridão, do "não há vagas"...
calem a boca!
vIDa? Cheirosa, podre!
é a vida.
Assinar:
Comentários (Atom)